A integração de novas tecnologias avançadas aos veículos já é uma pauta prioritária para a indústria automobilística. Nesse cenário, a criação e produção de carros autônomos ganha cada vez mais investimento. A Intel, por exemplo, anunciou na semana passada um aporte de 250 milhões de dólares para o desenvolvimento desse setor na empresa. Sob essa nova ótica, em que os carros podem ser totalmente digitalizados e controlados à distância, as seguradoras estão começando a entender a necessidade de colocar suas equipes de inovação para trabalharem e pensarem em formas de se unir à tecnologia e gerar novas oportunidades de produtos e serviços.

As mudanças e o impacto que essas tecnologias podem trazer são das mais diversas ordens e tamanhos. É preciso monitorar as tendências do mercado e também investir em pesquisas para o setor. Pensar no futuro do seguro automotivo nessa era de carros conectados é fundamental. As empresas que tomarem a dianteira na proposição de soluções alinhadas à digitalização dos serviços poderão se tornar referência e assim comandar uma nova forma de atuação no mercado que está prestes a surgir. Mas o que exatamente são esses carros autônomos e quais as tecnologias por trás deles? Qual é o estado atual do mercado de seguros e quais são os desafios frente à essa nova era? Como seguradoras poderão enfrentar de frente esse cenário e quais são as perspectivas para o futuro? A Nexer te explica!

Carros autônomos e o futuro do seu veículo

Basicamente, a premissa do carro autônomo é que o mesmo pode se locomover sem a necessidade de um motorista, ou seja, o carro dirige sozinho. Isso é feito por meio de computadores que interpretam diversos dados que são enviados pelos radares e sensores no trânsito e que são capazes de detectar como está o tráfego, a ocorrência de obstáculos nas vias e ainda determinar o melhor trajeto a ser seguido e a velocidade ideal a ser utilizada.

Quando essa tecnologia já estiver sendo utilizada em larga escala, o motorista passará a ser um passageiro dentro do seu próprio carro. Ele poderá gastar o tempo que dirigia para realizar outras atividades dentro do veículo, como trabalhar, estudar ou simplesmente relaxar. O ponto chave é que o motorista não mais precisará se preocupar com o trânsito e a estrada.

É importante ressaltar que os carros autônomos estão em sua fase de testes e ainda não são comercializados. As montadoras preveem que o lançamento desses veículos ocorrerá na próxima década, mas a tecnologia não é o único empecilho para essa comercialização já que as leis também deverão ser revistas e reformuladas para atender esse novo tipo de carro.

O cenário atual e os desafios enfrentados pelo mercado de seguros

Em um cenário de crises políticas e econômicas em nosso país, não é uma surpresa que o mercado de seguros viva um período crucial de cautela e planejamento para os próximos anos. Os resultados financeiros do setor tendem a crescer menos do que nos anos anteriores, e isso obrigará as seguradoras a oferecerem preços mais competitivos e, ao mesmo tempo, oferecer diferenciais inovadores para seus clientes.

Mais especificamente no que diz respeito ao seguro de automóvel – que já foi o mais importante no país – agora vem perdendo espaço para outros tipos e as seguradoras precisam criar novas estratégias de venda e, principalmente, de interação com os usuários. Há uma redução de venda de carros zero quilômetro no Brasil e o mercado precisa reagir a isso. Algumas das estratégias já adotadas por algumas empresas e que podem influenciar nos resultados financeiros dos próximos anos no setor, são a oferta de novos produtos e a ampliação de nichos de atuação, além, é claro, da digitalização e da adesão às novas tecnologias que são capazes de cativar novos clientes.

Pensando no surgimento dos carros autônomos, as seguradoras terão que enfrentar mudanças dos mais diversos tipos que vão desde as básicas de legislação, até as mais complexas de comercialização e formatação do cálculo de precificação de serviços para esse tipo de automóvel.

Mas como as seguradoras podem enfrentar os desafios dessa nova era?

Já mostramos nesse artigo do nosso blog, algumas novas possibilidades que surgem com a união do mercado de seguros e o de carros conectados, mas como as seguradoras devem agir para enfrentar essa nova era de veículos autônomos? A resposta é fácil: devem investir e não se acomodarem.

Investir tanto em pessoas quanto em pesquisas é fundamental. Essas empresas devem ficar atentas ao comportamento dos seus clientes frente a esse novo momento de grande digitalização dos mais diversos tipos de serviços. Ficar para trás nesse quesito pode ser determinante para a ocorrência de grandes prejuízos e, para um mercado que sempre foi fechado para mudanças, a dificuldade de pensar de um jeito criativo e inovador pode ser um grave problema.

Não se acomodar também é imprescindível. Ainda que a inovação nunca tenha sido prioridade no mercado, ela será decisiva para diferenciar e separar as boas seguradoras das não tão boas assim.

As perspectivas para o futuro

A principal motivação dos carros autônomos é reduzir drasticamente o número de acidentes no trânsito, visto que a direção torna-se mais segura por meio da condução controlada por um computador. Muitos acham que essa motivação será a responsável pela extinção dos seguros automotivos, pois se a intenção é evitar os acidentes, não haverá motivos para a contratação de um seguro do tipo, mas pensar dessa forma é um erro.

A redução do número de acidentes por ocasião dos carros autônomos não significa a sua extinção. É provável que essa tecnologia traga uma redução nos preços dos seguros, tornando-os mais acessíveis, mas ainda assim o seguro automotivo não será abandonado pelo motorista. Além dos acidentes, furtos e roubos continuarão existindo, o que apenas confirma a necessidade da contínua contratação do seguro.

Algo do qual as seguradoras não conseguirão fugir é o investimento em tecnologia. Pensando a longo prazo, ela será responsável por causar um grande impacto no mercado, que terá que se adequar frente a essa era de carros autônomos. O uso de telemetria é algo muito inovador para o mercado, mas algumas seguradoras já estão investindo nesse aspecto, fazendo testes e criando os seus programas para a área.

Alguns impactos advindos das tecnologias inovadoras chegarão de forma rápida para o mercado de seguros. O atual estado em que se encontra os testes e a produção dos carros autônomos só deverá influenciar o marco na próxima década, o que não significa que as empresas de seguro podem ficar despreocupadas e de braços cruzados, pensar desde agora em como enfrentar essa nova era em que estamos não é mais uma perda de tempo, mas sim algo imprescindível.

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